“Se o Papa não gostar, ele que me excomungue.”

Com uma coleção de mais de uma dezena de prêmios, o polêmico Pedro Almodóvar está entre os cineastas mais geniais do planeta Diretor, roteirista, compositor e ator, Pedro Almodóvar nasceu em Calzada de Calatrava, na província de Ciudad Real, comunidade autónoma de Castilla-La Mancha na Espanha em 1951. Sua família emigrou para Extremadura quando ele tinha apenas oito anos e lá ele estudou com os Salesianos e Franciscanos. Sua má educação religiosa apenas o ensinou a perder a fé em Deus. Durante esse tempo, em Caceres, ele começou a ir ao cinema compulsivamente. Quando tinha 16 anos mudou-se para Madri, sozinho e sem dinheiro, mas com um objetivo sólido: estudar e fazer filmes. Era o final dos anos sessenta e apesar da ditadura, Madri – para um adolescente provinciano – era a capital da cultura e da liberdade.

 

Almodóvar nunca estudou cinema, pois nem ele nem a sua família tinham dinheiro para pagar os seus estudos. Já que não teve acesso à teoria, decidiu aprender na prática. Fez diversos ‘quebra-galhos’, mas não pôde comprar sua primeira Super-8 até conseguir um emprego ‘sério’ na Companhia Telefônica Nacional . Lá trabalhou por doze anos como assistente admnistrativo, e neste período teve sua verdadeira educação. Durante as manhãs ele tinha contato com uma classe social que não teria conhecido diante de outras circunstâncias: a classe média espanhola, que na época, estava em plena era do consumismo. Seus dramas e misérias foram a mina de ouro para um futuro contador de estórias.

 

Durante as tardes e noites, ele escreveu, amou, se juntou ao grupo de teatro independente “Los Gollardos”, fez filmes em Super-8, escreveu para várias revistas alternativas e também pequenas estórias, algumas das quais foram publicadas. Após um ano e meio de difíceis filmagens em 16mm, estreou em 1980, seu primeiro longa, “Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón”, sendo o início de sua grandiosa trajetória. Seus filmes são aplaudidos em todo o mundo.